quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira



Frase: “ Porque foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, cegos que vêm, cegos que vendo não vêem”


Todos os dias estamos “cegos” para situações que não queremos ver, que já são tão habituais que não as vemos ou porque simplesmente fomos ensinados a não as ver.

Nós sabemos que estas situações existem mas decidimos, ou a sociedade decidiu por nós, olhar para o lado e cegarmo-nos a nós próprios.

Na sociedade de hoje em dia são poucas as pessoas que conseguem ver no meio desta epidemia de cegueira selectiva.

A nossa sociedade é “cega” quando se trata de olhar para as diferenças dos outros, ou seja, o tom de pele, a cultura em que foram criados, a religião, a situação financeira, ou mesmo a profissão que exercem, entre tantas outras coisas.

No filme encontramos algumas situações que nos retratam as diferenças e como a nossa sociedade lida com elas.

Logo no início do filme, a primeira situação é bem reveladora do que nós, Seres Humanos, somos capazes de fazer perante uma situação de diferença.

Por exemplo, quando o primeiro homem cega, a única pessoa que se disponibiliza a ajuda-lo, fá-lo com segundas intenções, com o intuito de tomar proveito da situação roubando-lhe o carro.

Dramático, mas frequente na nossa sociedade, que prefere manter-se cega.

Por ironia do destino, esse mesmo homem acabou por ficar ele também cego e igualmente à mercê da “caridade” de outros.

Outro bom exemplo deste tipo de situações foi a reacção do governo a esta doença repentina, e perante o desconhecimento de saberem se seria contagiosa colocam os primeiros infectados em “quarentena” num hospital abandonado, sem condições, nem acompanhamento de qualquer natureza.

No meio desta situação o filme dá-nos a conhecer uma mulher capaz de se sacrificar em prol de um grupo restrito, do qual o seu marido fazia parte, correndo também o risco de cegar.

A este primeiro grupo esta mulher foi capaz de guiá-los, ensinando-os a viver com esta incapacidade e permitindo-lhes uma vida aparentemente “normal”.

À medida que foram entrando mais pessoas vitimas desta “cegueira”, o caos instalou-se e assistimos à transformação que ocorre nos Homens quando sabem que ninguém está a ver.

As condições de higiene degradaram-se, a luta pelo espaço e pelos alimentos tornou-se uma guerra interna e diária.

Após supremacia de um grupo perante os restantes, mais uma vez assistimos à decadência do Ser Humano, pois foi necessário que um grupo de mulheres se submetesse sexualmente aos caprichos do grupo dominante para puder garantir os alimentos aos restantes companheiros.

No grupo dominante havia uma pessoa que marcava a diferença, o cego que já o era antes da epidemia. Este homem era o único capaz de realizar as tarefas diárias de uma vida norma, ajudando os outros membros do seu grupo a subjugar o resto das pessoas, pois era o único que já estava adaptado à sua cegueira.

Este filme mostra-nos a capacidade do Ser Humano tem se transformar num Ser altruísta, mas também condescendente, quando confrontado com uma situação limite.

Leva-nos a pensar até onde somos capazes de ir para sobreviver e como a nossa sociedade fecha os olhos e põe de parte as diferenças perante o desconhecido.

Este filme abre-nos os olhos para a “cegueira” da nossa sociedade.



Trabalho realizado por:

Filipa Palma

Rute Barrocas

Margarida Salvador




Este é um daqueles filmes que, mesmo que não queiramos, nos deixa a pensar.

Cada pessoa tira uma moral diferente do filme.

Para mim, este filme fez-me pensar em como a nossa sociedade exclui toda e qualquer diferença sem remorsos. Vivemos num mundo de cegos selectivos e não queremos, ou não sabemos, como abrir os olhos, como sair desta cegueira em que nos esquecemos que somos todos iguais.

A pergunta que fica em aberto é: será que um dia vamos voltar a “ver” verdadeiramente?

Eu espero que sim… mas a sociedade não muda de um dia para o outro. Parte de todos e de cada um de nós abrir os olhos para uma verdade que sempre esteve lá mas que simplesmente não queremos ver, a nossa incapacidade de aceitar o que é diferente.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Acordo Ortográfico



Nós somos um dos grupos “nim”.

Dentro do acordo ortográfico, conseguimos encontrar aspectos favoráveis e desfavoráveis.

Os aspectos positivos que encontramos são, por exemplo, a uniformização da ortografia da língua portuguesa (Brasil, Portugal, Angola…), a aproximação dos povos no que diz respeito à cultura, o facto de não ser necessário tradução de livros de diferentes vertentes da língua portuguesa, tornando-os assim mais acessíveis. É também provável que o insucesso escolar a Português diminua pois a escrita torna-se mais simples.

No entanto, o acordo ortográfico também tem aspectos negativos.

Em primeiro lugar, este acordo não é mais que um acordo económico, já que apenas muda a forma escrita da língua e não a falada, nem as palavras características de cada cultura.

Esta situação vai criar dificuldades na adaptação à nova forma escrita às pessoas adultas e mais idosas.

Mesmo depois de ter ouvido as opiniões dos grupos do sim e do não, não sou realmente capaz de escolher um ponto de vista único.

Este acordo traz vantagens mas também desvantagens e nenhuma das vertentes deve ser ignorada.

Auto-Retrato



Eu sou uma pessoa extremamente persistente. Se tenho um objectivo em mente não desisto até lá chegar. Daí vem o meu maior defeito: a teimosia. Sou teimosa até ao fim. Não desisto.

A qualidade que mais aprecio numa pessoa é a honestidade. Temos que ser sempre honestos com os outros, mas mais importante, connosco próprios.

O que aprecio nos meus amigos é estarem sempre lá quando preciso deles. São como as estrelas, nem sempre as vemos mas sabemos que estão sempre lá.

Na minha vida, só existe uma heroína, a minha mãe. Ensinou-me a ser a pessoa que sou hoje e nunca me escondeu os seus erros para que eu pudesse aprender com eles.

O meu maior desgosto seria perder as pessoas que amo. É inevitável, mas de cada vez que perco uma, um pedacinho de mim vai com ela.

Detesto falsidade e intrigas. Sou frontal e directa e gosto que as pessoas o sejam para mim.

Adoro ler. Sempre que posso agarro-me ao meu livro e refugio-me nas suas páginas. O meu escritor favorito é Paulo Coelho. Aprendo sempre alguma coisa com os seus livros.

A minha citação favorita é “ o que não nos mata, deixa-nos mais fortes “ e é sempre o que me lembro nos momentos difíceis, que vou sair mais forte.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sistemas


Numa das aulas de STC falamos sobre sistemas.

Decidi colocar aqui uma pequena noção do que são sistemas.


Sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interdependentes que interagem com objectivos comuns formando um todo, e onde cada um dos elementos componentes comporta-se, por sua vez, como um sistema cujo resultado é maior do que o resultado que as unidades poderiam ter se funcionassem independentemente. Qualquer conjunto de partes unidas entre si pode ser considerado um sistema, desde que as relações entre as partes e o comportamento do todo sejam o foco de atenção.


Se pensarmos bem todos nós fazemos parte de vários sistemas sendo nós próprios um sistema que é composto por vários sistemas como o sistema digestivo, o sistema circulatório, etc.


Tudo engloba um ou mais sistemas até os decompormos à mais pequena parte: o átomo. Toda a matéria é constituída por átomos que se juntam para formar sistemas.


No fundo tudo à nossa volta, até nós próprios, é apenas um conjunto de átomos que se juntaram em vários sistemas para atingir um objectivo comum. Todos somos feitos da mesma matéria base. Todos nós somos diferentes mas, se formos decompor o sistema que somos, todos nós somos iguais.



Sociologia e a Exclusão Social


A sociologia é uma ciência que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições. No estudo desses processos é impossível haver experimentação. Para chegar às conclusões observa-se o que nesses processos é repetitivo para daí estabelecer teorias gerais.

Um dos fundadores da sociologia foi Max Weber. Weber defendia que o conhecimento nunca chega ao fim.

Segundo Weber em todas as acções sociais os indivíduos são movidos por intenções próprias mas orientam-se pelos comportamentos esperados dos outros, ou seja, quando tomamos uma acção esperamos uma determinada reacção.

Todos os comportamentos estão sujeitos a condicionalismos. A construção social da pessoa que somos está condicionada quer seja pela nossa família, o meio social em que estamos inseridos, ou o nosso sexo.

Na nossa sociedade nem todos podemos ser iguais. Todos somos diferentes e por vezes essas diferenças vão contra o estereótipo que a maior parte das pessoas aceita. Dessa incapacidade de alguns grupos de aceitar as diferenças nasce a exclusão social.

A exclusão social hoje em dia é uma verdade à qual já não podemos fechar os olhos.

Os indivíduos são excluídos muitas vezes por uma ou mais caracterisristicas que se enquadram numa óptica da privação. Ou por ausência de cidadania, dignidade, grupos de convívio ou poder de compra ou por falta de capacidades nas áreas do saber, do fazer e do estar.

Basicamente pessoas "excluídas são todas as que não participam dos mercados de bens materiais ou culturais" (Martine Xiberas).

A pobreza, a cor da pele, a orientação sexual ou a doença são as principais razões pelas quais indivíduos são excluídos socialmente.

Hoje em dia já são postas em prática estratégias de inserção e inclusão social, porém, este é um processo longo e demorado até que estes indivíduos estejam novamente integrados na sociedade.

Na sociedade em que vivemos as diferenças ainda não são aceites. A exclusão social continua a existir. As pessoas continuam a ser discriminadas por características que não fazem delas menos aptas para desempenhar um papel importante na sociedade.

Só podemos esperar que a sociedade comece a “abrir os olhos” e a tomar consciência de que todos somos diferente mas no fundo todos somos iguais. Somos todos humanos com qualidades e defeitos, com características que fazem de nós indivíduos com identidade própria e, por isso mesmo, não menos aptos que o estereótipo para sermos parte activa e importante na sociedade.

A mudança nasce do esforço de cada um de nós. Por isso mesmo aqui deixo o apelo para que cada um de nós tome consciência da magnitude que a exclusão social atingiu e do tumor que é na nossa sociedade. Todos nós devemos lutar para acabar com a exclusão social e perceber que no fundo todos somos iguais.



Bibliografia:

vamoslafalar.blogspot.com/2007/08/povo-cigano...

http://www.triplov.com/ista/cadernos/cad_09/amaro.html

http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/95/27/

Biotecnologia


No dia 06/11/2008 a Marta passou-nos algumas perguntas para respondermos com base no que falamos na sessão sobre a biotecnologia. Aqui estão as perguntas e as minhas respostas.


DR1 – Em que medida a Biotecnologia aumenta a minha qualidade de vida?

A Biotecnologia é uma ciência que continua a evoluir. Pode ser usada em várias áreas como a agricultura e os cuidados de saúde.

Na área da saúde a Biotecnologia já permite a disponibilização de medicamentos e serviços médicos.

Neste momento aposta-se na investigação para encontrar tratamento para algumas doenças degenerativas tal como a doença de Alzheimer.

Os avanços da Biotecnologia na área da saúde aumentam a qualidade de vida da sociedade, em especial a de pessoas que sofram, ou tenham familiares que sofram, de doenças degenerativas caso se encontre tratamento para tais doenças.

Aumenta a minha qualidade de vida na medida em que disponho de uma maior variedade de medicamentos e serviços de saúde.

DR2 – Sou contabilista numa empresa produtora de cereais. Que medidas posso propor para aumentar os lucros e diminuir os custos?

Adoptando a Biotecnologia seria possível aumentar os lucros e diminuir os custos.

As variedades transgénicas de cereais são desenhadas para esse mesmo fim. São mais adequadas às condições dos solos, reduzem os custos de produção e maximizam a produtividade.

Causam menor impacto ao ambiente pois são criadas para resistir as pragas logo o uso de pesticidas e reduzido. Além disso os processos biotecnológicos são desenvolvidos à temperatura e a valores de acidez semelhantes aos que existem no ambiente o que reduz muito a necessidade de utilização de energias não renováveis.

DR3 – A engenharia genética é um recurso inesgotável de possibilidades para a Humanidade. Devem existir limites políticos/científicos ao seu desenvolvimento? Porquê?

A questão de imposição de limites políticos/científicos à engenharia genética divide as opiniões.

Por um lado, a engenharia genética pode proporcionar-nos avanços que podem melhorar muito a qualidade de vida da sociedade.

Por outro lado, existem limites que não devem ser transpostos e a dignidade humana deve ser sempre preservada.

Penso que não devem haver limites quando a pesquisa tecnológica ajuda a aliviar os flagelos que atingem a Humanidade, como a fome e as doenças, trazendo benefícios sociais.

Porém, se for utilizada apenas para tornar a vida mais agradável, os efeitos negativos e ricos da engenharia genética devem ser ponderados cuidadosamente e com base numa atitude crítica para garantir que seja assegurada a ética no avanço tecnológico.

DR4 – O avanço da Biotecnologia poderá produzir organismos para colonizarem outros planetas? Porque ainda não foi feito?

Eu penso que sim. A partir de investigações feitas em outros planetas, como por exemplo em Marte, foram encontrados microrganismos (bactérias) capazes de sobreviver ao clima.

Com a evolução da ciência é possível criar organismos semelhantes para colonizar outros planetas.

No entanto, penso que ainda não foi feito pois é um processo longo e muito dispendioso. A evolução da ciência assenta em fundos que neste momento penso estarem concentrados em investigações que exploram as vantagens do nosso planeta antes de passarem para outros.

Com fundos, a evolução da Biotecnologia e das técnicas necessárias para levar a cabo um projecto de tamanha dimensão, acredito que dentro de alguns anos teremos alguma evolução nesse sentido.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lamark vs Darwin


No dia 3/11/2008 na aula de STC com a Marta falamos de duas teorias diferente sobre a evolução. Uma delas criada por Lamarck e outra por Darwin.

Aqui vou falar um bocadinho sobre cada uma dessas teorias.

A evolução segundo Lamarck




Em 1809, o biólogo francês Jean Baptiste Lamarck propôs uma teoria para explicar de qual maneira os seres vivos evoluem.
Segundo Lamarck as mudanças no meio ambiente provocavam, numa detreminada espécie, uma necessidade de mudar para se adaptar. Essa necessidade levaria à formação de novos hábitos.

Com base nesta idéia e na observação da natureza Lamarck formulou duas leis básicas da sua teoria evolutiva, a lei do uso e do desuso e a lei dos caracteres adquiridos.

Segundo a lei do uso e do desuso quanto mais um orgão ou uma parte do corpo é usada mais se desenvolve e se uma parte do corpo ou orgão não for usado enfraquece, atrofia podendo mesmo chegar a desaparecer.

Para Lamarck um exemplo desta lei eram as plantas do desesto que diminuiram as suas folhas para evitar a transpiração e estas acabaram transformadas em espinhos ao mesmo tempo que os seus caules adquiriram uma consistência mais suculenta para reter a água. Ou por exemplo as girafas que por teram pouco alimento no solo tiveram que esticar os seus pescoços e as suas patas para chegarem às folhas das árvores.

Segundo a lei da transmissão dos caracteres adquiridos qualquer animal poderia transmitir aos seus descendentes aquelas características que se atrofiavam pelo desuso ou se desenvolveram pelo uso. Portanto, de acordo com Lamarck as novas espécies aparecem, por evolução, devido a aquisição ou perda de caracteres.

No exemplo das girafas, os pescoços e patas mais longos que os anteriores adquiridos por uma geração seriam passadas à proxima.

A primeira lei de Lamarck, lei do uso e do desuso, é válida. Por exemplo os atletas que treinam diáriamente desenvolvem os seus musculos através do uso, já as pessoas que sofrem de paralesia das pernas acabam por ficar com os musculos das mesmas atrofiados devido ao desuso. O problema surge na segunda lei, a lei da transmição dos caracteres adquiridos, já que as caracteristicas adquiridas por uma individuo em vida nunca são passadas à geração seguinte.



A evolução segundo Darwin

Biologo e naturalista inglês, Charles Darwin, após a observação da grande diversidade entre as espécies criou a sua própria teoria da evolução.

Segundo Darwin um dos processos da evolução era a selecção natural onde os espécimes com as características mais favoráveis eram os que sobreviviam e consequentemente as passavam à sua descendência. Os espéciemes com as caracteristicas menos favoráveis eram eliminados com o passar do tempo. Uma das vertentes da selecção natural é a selecção sexual. Neste caso os espécimes que passam as caracteristicas à descendência são os que se conseguem tornar mais atractivos ao sexo oposto para assim procriarem e passar as suas caracteristicas de geração em geração.

Outro dos processos apontados por Darwin é a selecção artificial. Este tipo de selecção é efectuado pelo homem. Neste caso, os espécimes que passam as suas caracteristicas às gerações seguintes são os que o Homem pensa terem as caracteristicas mais favoráveis para si mesmo.

A teoria de Darwin estava fundamentalmente correcta, mas teve de ser complementada e corrigida pelos avanços da ciência e dos evolucionistas para se tornar na teoria sólida que temos hoje em dia.


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Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o
http://www.colegioweb.com.br/biologia/a-evolucao-segundo-lamarck
http://staffwww.fullcoll.edu/tmorris/myths_of_evolution/myths_of_evolution.htm
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/evolucao-dos-seres-vivos/teorias-da-evolucao-2.php

domingo, 23 de novembro de 2008

Co-incineração

Na aula de STC a Marta entregou-nos uma ficha que fala sobre a co-incineração e pediu-nos para reponder ás perguntas lá apresentadas.
Depois de pesquisar sobre o assunto para responder ás perguntas fiquei ainda com mais certezas de que a co-incineração não é um processo tão mau como dizem. Traz-nos imensas vantagens que as pessoas insistem em ignorar e tomar atenção apenas ás desvantagens.
Aqui vos deixo as minhas respostas ás perguntas. Espero
que tambem mudem de opinião acerca da co-incineração e que vejam as imensas vantagens que este processo nos pode trazer.

1 – Refira em que consiste a Co-incineração.

A Co-incineração é um processo de queima de resíduos sólidos, que diminui o seu volume e aproveita o calor que se gera para a produção de energia, feito em fornos de cimenteiras equipados com filtros especiais para esse efeito.

2 – Quais são as conclusões da Comissão Cientifica Independente?

A Comissão Cientifica Independente chegou à conclusão que não há maneira de eliminar completamente a incineração já que existem resíduos industriais tóxicos que não podem ser eliminados de outra forma a não ser por destruição térmica.

Chegou também à conclusão que a incineração tem vantagens e desvantagens.

Por um lado a incineração reduz 70% do peso e 90% do volume do lixo em que as substâncias tóxicas ficam maioritariamente em cinzas, as partículas sólidas ficam retidas nos filtros e são encaminhadas para os aterros sanitários juntamente com as cinzas, os filtros retiram os gases ácidos e as partículas para que as emissões não contaminem a atmosfera e quase todas as estações de incineração estão concebidas para produzirem electricidade havendo, em algumas, separação de materiais como os metais para posterior reciclagem.

Por outro lado as chaminés emitem fumos tóxicos principalmente quando se oxidam e vaporizam metais, plástico e materiais perigosos apesar dos dispositivos nelas instalados, a construção e manutenção das incineradoras é muito dispendiosa, as cinzas resultantes da incineração podem ter metais e outras substâncias perigosas pelo que têm de ser depositadas em aterros sanitários seguros e para produzirem electricidade é necessária matéria e energia o que leva algumas incineradoras a competirem por materiais como o papel representando um impedimento à reciclagem.

3 – Identifique a hierarquia das opções de gestão de resíduos e comente a afirmação: “Em nenhum país, nem mesmo no mais desenvolvido, foi possível até hoje substituir completamente os métodos de fim-de-linha, como é o caso da incineração.”

No que diz respeito à gestão de resíduos o primeiro passo deveria ser a politica dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar) Deveríamos tentar Reduzir a produção de resíduos na origem. Reutilizar todos os resíduos produzidos que são enviados para empresas licenciadas para o seu devido tratamento, após serem tratados podem ser de novo reutilizados pela empresa de origem, esta reutilização permite minimizar a poluição, uma vez os resíduos depois de tratados podem ser reutilizados o que impede a compra de um outro. E reciclar. O resíduo após tratado pode voltar à forma de origem e reutiliza-se. No entanto a empresa de tratamento pode recuperá-lo, convertendo-o noutra substância que possa ser utilizada como matéria-prima noutro processo.

A próxima etapa seria a valorização energética de resíduos. É uma solução ambiental, disponível em todas as regiões, contribui para a independência energética, mantém o capital no local pois não é necessário comprar energia concebida noutro local, limita o efeito estufa pela redução das emissões de CO2 e supressão da emissão de enxofre e gera 3 a 4 vezes mais empregos do que as outras formas de geração de energia como petróleo, gás, hidroeletricidade ou carvão mineral.

Resíduos que não possam ser reciclados nem transformados em energia, então, devem ser acondicionados em aterros seguros ou receberem tratamentos bioquímicos.

Por fim, o último processo a ser usado será a destruição térmica especialmente ao ar livre pois liberta CO2 que agrava o efeito de estufa.

Tal como diz na afirmação não é possível eliminar completamente a incineração devido aos resíduos tóxicos e perigosos que não podem ser eliminados de outra maneira. Se colocados em aterros contaminariam a terra e a água dos lençóis de água subterrâneos logo a única opção será a destruição térmica.

4 – Como reagiria á construção de uma incineradora próximo da sua habitação? Fundamente a sua resposta.

Penso que ninguém gostaria de ter uma incineradora perto de casa. Uma incineradora causa mais desvantagens do que vantagens a quem viva perto.

Existem vários motivos como a saúde, o ruído, o impacto na qualidade do ar e da água que influenciam para que a reacção seja negativa. Os químicos lançados pelas incineradoras influenciam todas estas áreas e outras que provocam medo nas pessoas.

Por outro lado, tenho consciência de que as incineradoras têm que ser construídas em algum sítio.

Como é nas grandes cidades que se produz mais resíduos convém que as incineradoras sejam construídas em zonas de rápido acesso.

É claro que por mais benefícios que pudessem existir, é sempre complicado para quem vive por perto. Seria sempre melhor que fosse noutro sítio. Mas noutros sítios haverá outras pessoas que se sentiriam exactamente na mesma situação.

Penso que a solução ideal seria encontrar um local de acesso rápido as metrópoles, com espaço livre e o menor numero de população possível á sua volta.

5 – Realize um trabalho de pesquisa nos jornais acerca da co-incineração em Souselas e elabore um texto onde aborde as seguintes questões:

a) Identifique os diferentes actores presentes na controvérsia pública em torno da co-incineração.

b) Identifique os valores defendidos por cada uma das partes e os argumentos de índole científica que estão por trás dessas opiniões.

O assunto da co-incineração em Souselas gerou controvérsia na sociedade.

A razão genérica que esteve na base quer da decisão governamental, quer do movimento de protesto dos habitantes de uma das regiões afectadas, era a mesma: o combate a um problema do foro ambiental. Com efeito, a decisão do Ministério do Ambiente de avançar com a co-incineração fundamentava-se na necessidade urgente de dar um tratamento aos Resíduos Industriais Perigosos produzidos em Portugal que, tal como estavam, representavam uma enorme ameaça ambiental; o movimento de protesto fundamentava-se no facto de a solução escolhida não ser ambientalmente correcta, transformando a própria solução em ameaça.

Os habitantes de Souselas não querem a incineradora perto das suas habitações.

O Ministério do Ambiente, a CCI (comissão cientifica independente) e a CIMPOR acreditam ser o local mais indicado para colocar a incineradora.

Para os habitantes de Souselas, assim como para os habitantes de todos os outros locais onde há projectos para a construção de incineradoras, existem vários aspectos a ter em conta, todos eles examinados no Estudo de Impacto Ambiental:

- Na área da saúde uma das maiores preocupações é que a exposição a agentes químicos possa causar efeitos cancerígenos ou de carácter crónico. Para refutar, o Ministério da Ambiente alega que, segundo estudos efectuados, o nível de exposição a agentes químicos é, em regra, demasiado baixa para causar efeitos tóxicos agudos e que a unidade de incineração prevista é semelhante a existentes em outros países sendo que o nível de emissões é compatível com a preservação da saúde pública.

- Quanto à qualidade da água uma das maiores preocupações é o impacto que a descarga de águas residuais possa ter. Segundo a Valorsul as redes de águas residuais criadas evitam a descarga no meio receptor. A maior parte das águas residuais são reutilizadas no processo e as que não são acabam sujeitas a tratamentos antes de serem lançadas no exterior tendo um impacto negativo muito reduzido.

- Os resíduos sólidos resultantes da incineração serão divididos em três. Os metais que podem ser reutilizados, escórias reutilizáveis na industria de construção e cinzas que serão depositadas em aterros ou conduzidas para o sistema de tratamento de resíduos industriais.

- Durante a incineração libertam-se maus cheiros que poderão degradar a qualidade do ar. Segundo o Ministério do Ambiente e a CCI o Maior impacto na qualidade do ar será durante a fase de construção, e mesmo assim, pouco significativo e de âmbito muito local, essencialmente poeiras. Quanto aos maus cheiros, acreditam que não haverá emissão significativa de cheiros já que o tempo de permanência dos resíduos na fossa de recepção é reduzido. Apenas se poderão registar odores significativos nas áreas confinadas de manuseamento.

- Outra das preocupações é o aumento da poluição sonora. Segundo os estudos realizados o aumento do ruído será reduzido. A alteração do nível de ruído existente será mínima.

- Prevê-se uma pequena desvalorização dos terrenos próximos da central. Por outro lado, o aumento dos postos de trabalho é significativo.

- A criação da central fará com que o tráfego para a área aumente. Toda a via espera-se que os acessos suportem sem grandes problemas o aumento do tráfego.

O movimento de protesto contra a co-incineração tem sido caracterizado por períodos diferenciados de contestação. Podemos identificar três desses períodos, de onde ressaltam as seguintes características fundamentais: no primeiro tempo, a insuficiência da reivindicação popular junto dos decisores governamentais traduziu-se num apelo ao saber de peritos de maneira a fundamentar a decisão; no segundo tempo, a posição tomada pela CCI, totalmente favorável ao avanço do processo de co-incineração, fez com que a contestação se fizesse, sobretudo, por via da controvérsia científica instalada; no terceiro tempo, o alargamento das análises científicas às questões relativas à saúde pública permitiram um reforço da associação que já vinha acontecendo entre parte da comunidade científica e o movimento de protesto, havendo uma aproximação inequívoca às principais preocupações das populações locais, muito embora o parecer do Grupo de Trabalho Médico (GTM) tenha garantido a inocuidade da co-incineração para a saúde das populações afectadas e referido que os riscos decorrentes da actividade de uma co-incineradora eram «socialmente aceitáveis».

Apesar de toda a polémica o importante é encontrar soluções para o problema. As co-incineradoras são necessárias para eliminar resíduos que não tivessem qualquer outra alternativa de tratamento. Do lado do movimento de protesto continuam ainda a ser efectuados esforços no sentido de serem encontradas alternativas para os restantes resíduos.

A verdade é que as co-incineradoras trazem benefícios que não podem ser ignorados e têm de ser construídas em algum sítio. Os habitantes não querem ter uma co-incineradora nos “seus quintais” mas neste momento a verdadeira preocupação deveria ser com o ambiente e deveriam ser tomadas em conta as vantagens que podem advir a longo prazo.

6 – Uma alternativa à co-incineração é a exportação dos resíduos tóxicos e perigosos. Analise esta alternativa do ponto de vista social.

Existem teorias relativas à exportação de resíduos tóxicos e perigosos para o espaço ou para zonas despovoadas como a Antárctica.

Todas estas teorias são criadas como alternativa à co-incineração já que os habitantes dos locais onde são planeadas as construções de co-incineradoras não as querem por perto.

O grande problema destas teorias é que não tomam em consideração as repercussões a longo prazo para o planeta e para a sociedade.

Imaginemos que os resíduos tóxicos são enviados para o espaço. Esses resíduos manter-se-iam em orbita próximo da terra juntamente com o lixo espacial deixado para trás pelo Homem aquando das suas excursões pelo espaço. Em orbita podem dar-se colisões que podem provocar a queda dos mesmos na Terra atraídos pela gravidade do planeta o que causaria danos enormes.

Com a criação de aterros em zonas despovoadas como por exemplo na Antárctica poderão ocorrer também danos enormes no planeta. Com o degelo actualmente existente nos pólos os resíduos lá acondicionados espalhar-se-iam nos mares contaminando as águas o que seria um desastre ambiental em grande escala.

É natural que as pessoas que possam vir a ter co-incineradoras perto de casa só vejam o lado negativo de as terem por perto. No entanto há que ter em conta que as co-incineradoras trazem vantagens. As desvantagens das alternativas apresentadas são muito mais prejudiciais para a sociedade e para o planeta do que as que advêm da criação de co-incineradoras, além do que, se forem tomadas as medidas necessárias para minimizar as consequências da incineração, este processo torna-se muito mais vantajoso do que desvantajoso e ambientalmente mais seguro do que qualquer uma das alternativas.

sábado, 15 de novembro de 2008

Portugal – Um retrato social

Nos dias 4 e 5 de Novembro assistimos a um filme sobre as diferenças que existem entre o mundo em que vivemos hoje em dia e o mundo em que se vivia há alguns anos atrás.

Compilamos algumas das mudanças que ocorreram entretanto.

Antigamente:

  • O serviço militar era obrigatório,
  • O ritmo de vida era mais sedentário,
  • O ensino era precário,
  • Havia falta de liberdade,
  • As pessoas andavam a pé ou de transportes públicos,
  • As casas eram na maior parte alugadas,
  • As mulheres não trabalhavam,
  • A sexualidade era tabu,
  • O nº de filhos era maior,
  • O nível de vida era inferior,
  • Não havia gastos indispensáveis,
  • Não existia o consumo em massa,
  • A virgindade, para as mulheres, era mantida até ao casamento,
  • Sexualidade dominada pelo machismo,
  • As pessoas não iam para fora de férias,
  • Não existia a quantidade de estabelecimentos nocturnos que existe hoje em dia,
  • A oferta de drogas e álcool não era feita tão abertamente,
  • A idade com que os jovens começavam a sair à noite era maior,
  • A alimentação era melhor (dieta mediterrânea),
  • As refeições eram tomadas em família promovendo o diálogo,
  • Havia mais tempo para estar com a família.

Actualidade:

  • O planeamento do futuro dos filhos é dificultado,
  • Pelo menos 2/3 da população tem carro,
  • Há menor qualidade na alimentação mas mais variedade,
  • Cada vez as famílias estão mais endividadas,
  • As pessoas começaram a passar férias em destinos exóticos,
  • Apareceram electrodomésticos e tecnologia para aumentar o conforto,
  • A sexualidade tornou-se mais aberta,
  • As pessoas começaram a ter casa própria,
  • Aumentou a oferta de diversão nocturna,
  • O nº de filhos começou a ser menor,
  • O poder de compra aumentou,
  • Há maior facilidade em obter álcool e drogas,
  • Há mais liberdade e conforto,
  • As mulheres começaram a trabalhar,
  • As pessoas passaram a ter direito de escolha,
  • Toda a gente passou a ter direito ao ensino,
  • A sociedade passou a ter menos barreiras mas maiores diferenças sociais,
  • Há menos tempo para os filhos,
  • Há menos dialogo e união entre as famílias,
  • Os adolescentes começam a sair e a adquirir vícios mais cedo.

As mudanças na sociedade e na vida das famílias foram muitas e muito importantes.

Algumas coisas mudaram para melhor, estas mudanças permitiram que o mundo evoluísse. Foram muito importantes, especialmente para as mulheres que ganharam igualdade de direitos e autonomia.

Mas será que não perdemos também coisas muito importantes?

Claro que sim. Perdemos a união familiar, o tempo para os filhos e tantas outras coisas.

Houve mudanças tanto para melhor como para pior.

Só há uma coisa que por mais tempo que passe não irá mudar:

“Manda quem pode, obedece quem deve!”

Biografia de Mohamed Ali

Numa das primeiras aulas de CLC com a Catarina reunimo-nos em grupo e escolhemos uma entre várias fotografias para criarmos uma biografia.

O nosso grupo escolheu uma fotografia de um homem que parecia ser palestino. Aqui está a biografia que criamos para ele.

Biografia de Mohamed Ali

Mohamed Ali nasceu nas montanhas distantes da Palestina, país assolado desde sempre pelas guerras constantes na disputa da identidade da faixa de Gaza.

A sua vida foi dura tal como já havia sido a dos seus pais, agricultores de profissão, foram baixas da guerra quando Mohamed tinha apenas 12 anos.

Nesta tenra idade foi obrigado a abandonar a escola para poder sustentar os 3 irmãos mais novos. Para isso teve que se mudar para a cidade e começar a trabalhar. Ai começou a tomar conhecimento de uma nova realidade, os movimentos activistas que nas sombras planeavam os ataques a Israel.

Embora receoso não deixava de ser aliciado para fazer parte desse movimento.

Os anos foram passando e Mohamed construiu a custo a sua actividade própria, criou os 3 irmãos e constituiu família.

Aos poucos foi entrando nesse movimento e começou a tomar cada vez mais uma parte no que ele também considerava importante. A identidade e independência do seu país.

Hoje, com 52 anos, os filhos já homens e fazendo eles também parte desse mesmo movimento, continua a ser um membro activo nas manifestações e em todas as acções que levem o seu país a ser um país com identidade própria e não subjugado aos caprichos e vontades de Israel.

Este trabalho de grupo foi muito importante para nos conhecermos pois quando inventamos uma biografia para alguém que não existe acabamos por colocar sempre um pouco de nós e do que é importante para nós lá.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

1º dia de blog

Na aula de STC criamos o nosso blog para o PRA. Este blog..
Aqui é onde vou colocar as primeirs reflexões sobre os assuntos discutidos nas aulas para a realização do PRA.
Espero que gostem e que compartilhem a vossa opinião também!!!

Reflexão sobre Dalai Lama



Quando a Catarina na aula de CLC nos pediu para pensar em alguém que tivesse mudado alguma coisa na história do mundo não sabia que nome escrever.

Depois veio-me à ideia Dalai Lama.

Escolhi falar sobre ele pelo que transmite. Dalai Lama não é só uma esperança para os tibetanos como também para todo o mundo. Uma esperança de que ainda existe amor e paz no coração dos homens.

A filosofia budista e a vida de Dalai Lama são para mim uma inspiração.

É um exemplo para muitos e mudou a sociedade. Abriu os olhos ao mundo e tocou na alma e no coração das pessoas levando a compaixão e o diálogo a todos.

Sempre lutou pela independência do seu povo e para manter viva a cultura Tibetana pacificamente.

Dalai Lama é um exemplo que devia ser seguido para que , talvez um dia, possamos viver num mundo melhor onde nos respeitemos mutuamente e onde o amor e a compaixão nunca abandonem os nossos corações. Onde possamos encontrar paz interior.

Ainda tenho esperanças que esse dia chegue.

Graças a homens como Dalai Lama este sonho ainda vive nos nossos corações. A esperança não morreu.

Aqui vai o nosso trabalho em powerpoint:

Reflexão sobre DNA fingerprinting



Na aula de STC de dia 10 de Novembro de 2008 com a Marta lemos algumas notícias sobre genética. A noticia que mais me interessou foi a que falava sobre DNA fingerprinting.

Desde que estreou a série csi que a sigo regularmente. A ciência forense sempre captou a minha atenção e me interessou bastante.

Decidi investigar um pouco e eis as informações que retirei.

Engenharia Genética é o termo utilizado para descrever algumas técnicas modernas que têm vindo a revolucionar o campo da Biotecnologia. Consiste num conjunto de técnicas e ferramentas que permite identificar, isolar, manipular e multiplicar os genes de organismos vivos.

Uma das técnicas fundamentais pertencentes ao domínio da Engenharia Genética é o DNA fingerpriting.

O DNA pode ser isolado a partir de uma grande variedade de produtos biológicos. O material mais utilizado para esse fim é o sangue. O DNA é retirado dos glóbulos brancos, porque os glóbulos vermelhos humanos não possuem núcleo.

Em casos de violação, o esperma do violador pode ser também uma fonte de DNA, bem como a saliva deixada em cigarros, comida ou copos abandonados no local do crime, que podem ser recolhidos para obter DNA.

No caso da saliva, o DNA provém das células do epitélio bucal. Também os cabelos, particularmente os folículos (raiz do cabelo), podem fornecer DNA.
Este ácido nucleico está, também, presente nos ossos, nos dentes, na cera dos ouvidos, nas fezes e no muco nasal.

Verifica-se que, numa grande parte dos cenários de um crime, é possível encontrar material biológico que pode ser utilizado para recolher DNA, que será sequenciado no sentido de encontrar o "dador”, isto é, o criminoso. É comum afirmar-se que a sequência nucleotídica da molécula de DNA é exclusiva de cada indivíduo, excepto no caso dos gémeos verdadeiros.

Um dos testes mais avançados para comparar sequências de DNA tem uma enorme capacidade de discriminação. A probabilidade de dois indivíduos terem sequências analisadas iguais é de 1 em 100 milhões

As principais aplicações da técnica do DNA fingerprinting são as seguintes:

- Genética forense – A dactiloscopia genética é uma técnica utilizada na ciência forense onde se analisam as diferenças entre o DNA proveniente de material biológico deixado num local (sangue, cabelo, esperma…) e uma amostra para comparação. A hipótese de dois indivíduos sem qualquer relação de parentesco possuírem exactamente o mesmo traço de DNA analisado é muito remota, por isso a dactiloscopia do DNA constitui um teste viável. Isto permite a identificação de cadáveres e a identificação de criminosos. Contudo, na análise dos suspeitos de um crime, por exemplo, é de ter em conta se estes têm irmãos gémeos, uma vez que, através das impressões digitais genéticas, não se podem distinguir dois gémeos monozigóticos, pois os padrões do traço de DNA são os mesmos.

- Determinação de paternidade – Como cada indivíduo herda a disposição dos seus nucleótidos dos seus pais, comparando os padrões de DNA de um indivíduo com os dos alegados progenitores, podem-se obter probabilidades de parentesco que nos levem a excluir a paternidade ou a confirmá-la com um elevado grau de certeza. Se os dois padrões forem suficientemente semelhantes (tendo em conta que só metade do DNA é herdado de cada progenitor), então a paternidade confirma-se.

- Se utilizada em conjunto com metodologias sociológicas, a técnica das impressões digitais genéticas pode ser usada para analisar padrões de migração e confirmar origens de étnicas.

- Esta tecnologia pode ser usada para prever a nossa saúde futura. Assim, pode ser utilizada para localizar os genes de doenças hereditárias. Se um padrão particular de DNA aparece repetidamente em diferentes doentes, os cientistas podem verificar qual ou quais os genes, ou pelo menos qual ou quais pedaços de DNA, que poderão estar envolvidos. Como o conhecimento dos genes envolvidos na susceptibilidade a uma doença dá pistas sobre fisiologia subjacente à doença, o DNA fingerprinting auxilia no desenvolvimento de terapias. Pode também ser usado no período pré-natal para detectar possíveis anomalias hereditárias, como a distrofia muscular ou a doença de Huntington, de forma a que possa ser disponibilizado aconselhamento médico e possam ser adoptadas as devidas precauções.

Como se pode ver esta técnica traz-nos inúmeras vantagens. Não só na ciência forense como também em análises sociológicas e na área da saúde.

A evolução da Biotecnologia, neste caso da engenharia genética em específico, permite-nos trabalhar não só para encontrar tratamentos para as doenças mas também para as prevenir.

A ciência continua a evoluir, as técnicas científicas tornam-se cada dia mais eficazes e surgem, cada vez mais, novas técnicas e descobertas cientificas que aumentam a nossa qualidade de vida e a esperança de cura para doenças que flagelam a Humanidade.


Para mais informações deixo-vos aqui o site de pesquisa

http://www.biologia-ap.no.comunidades.net/index.php?pagina=1288163696